De acordo com dados da Junta Comercial do Estado do Maranhão (Jucema), São Luís tem uma economia fortemente ancorada nas micro e pequenas empresas e na força dos empreendedores individuais. Elas representam mais de 95% dos negócios formais existentes na capital, de um total de quase 93 mil empresas ativas. De acordo com a junta, são quase 40 mil ME e EPP’s que, juntas, impulsionam o PIB da capital, que somou 26.326.087,00 em 2018, segundo dados do IBGE.

Com a necessidade de quarentena da população por causa da pandemia de Covid-19, o novo coronavírus, não só a rotina como a saúde de empresas no mundo inteiro começa a ser atingida pela baixa demanda.

De acordo com o gerente de Relacionamento com o Cliente do Sebrae, Enio Pinto, a crise é causada fundamentalmente por um problema de caixa. Na medida em que a população se vê forçada a circular menos e evita sair de casa, o consumo de produtos e serviços tende a ter uma queda significativa.

“Se o problema é de caixa, a gente precisa buscar o equilíbrio. Isso passa por tentar reforçar as receitas, por um lado, e reduzir os custos de outro”, diz o gerente.

Saiba como fica a relação entre patrões e empregados durante pandemia

Saiba como fica a relação entre patrões e empregados durante pandemia

Segundo o juiz do trabalho Paulo Fernando Júnior, os patrões podem recorrer a medidas que foram flexibilizadas por causa da medida emergencial. “O patrão pode optar por teletrabalho, já que nem todas as atividades comportam o home office. No caso do comércio, ele pode optar por antecipação de férias, comunicando com 48h de antecedência ao funcionário. O terço de férias poderá ser pago até o final do ano”, explicou.

“O patrão também pode optar por banco de horas, aproveitando que o funcionário está em casa para compensar as futuras horas extras que ele vai ter que trabalhar para compensar. Além disso, a antecipação de feriados que também está permitida”, completou o juiz do trabalho.

Para pequenos empresários, o Sebrae destacou algumas dicas para tentar driblar esse momento de crise causado pelo coronavírus:

Uso de Mídia Sociais

  • No momento em que o cliente se retraiu e está praticamente recluso em casa, os donos de pequenos negócios precisam usar ferramentas digitais para chegar até o público. Uma solução rápida e de baixo custo é investir na criação de perfis da empesa nas principais mídias sociais (Instagram e Facebook).

Plataformas de vendas online

  • Se a sua empresa ainda não conta com ferramentas de venda online, esse é o momento de tomar essa atitude. Avalie qual das diferentes plataformas disponíveis no mercado mais se adequa às suas necessidades.

Aplicativos de Delivery

  • Prestadores de serviço e negócios de alimentação fora do lar começam a sofrer com a ausência de clientes. Neste caso, é melhor o empresário se adequar para pagar as taxas cobradas pelos aplicativos de delivery do que não vender nada. No segmento de alimentação, a adesão dos bares e restaurantes a esses aplicativos se tornou praticamente uma necessidade neste momento de crise provocada pelo Coronavírus. Se você ainda tinha alguma resistência a esse modelo, essa é a hora de repensar sua estratégia.

Avaliação de custos

  • É fundamental que o empreendedor conheça profundamente os custos da sua empresa e seja capaz de avaliar quais são aqueles imprescindíveis para manter o negócio operando. Em um contexto de queda do faturamento, ele precisa priorizar aqueles que são realmente fundamentais e cortar ou reduzir os demais.

Negocie com seus fornecedores

  • Com a queda do faturamento, você vai precisar negociar com seus fornecedores um melhor prazo para cumprir seus compromissos. Essa negociação pode trazer o fôlego necessário para manter em dia aqueles gastos e despesas que não podem ser adiados.