Trinta e oito casos de assaltos, arrombamentos e explosões de agências bancárias foram registrados no ano de 2019, no Maranhão. O levantamento é do G1 com base em dados do Departamento de Combate a Roubo a Instituições Financeiras (Decrif) da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

Deste total, em 23 casos, os bandidos explodiram as agências. Em outras 15 ocorrências, eles montaram esquemas de arrombamentos para invadi-las. Comparado ao ano de 2018, o número de assaltos, arrombamentos e explosões de bancos aumentou. Em 2018, houve 27 casos, ainda segundo os dados do Decrif/Seic.

Na madrugada do último dia 7 de dezembro, bandidos arrombaram uma agência do banco Bradesco, em Turiaçu, a cerca de 150 km de São Luís. Na madrugada deste sábado (7), a quadrilha destruiu o banco e também atacou um posto da Polícia Militar, além de uma viatura.

Segundo moradores, vários tiros de fuzil foram ouvidos e, pelo menos, duas pessoas chegaram a ficar reféns e depois foram liberadas. De acordo com o Decrif, até o momento três suspeitos morreram em confronto com policiais. As investigações prosseguem para na tentativa de identificar outros envolvidos no crime.

Sapatinho

Os casos conhecidos como “sapatinho” continuam acontecendo. Nesta modalidade, o alvo costuma ser um funcionário do banco. Ele e a família são feitos reféns e os bandidos exigem a abertura do cofre da agência em que ele trabalha para que possam roubar o dinheiro.

Em 2019, segundo o Decrif, o Maranhão registrou cinco casos. No ano de 2018, foram quatro. Outro tipo de crime são os ataques a carros-fortes. No ano passado, um caso apenas foi registrado; em 2018, quatro.

Prisões

Segundo o delegado Pedro Fernandes, do Decrif, o trabalho da polícia esbarra na “complexidade dos crimes e heterogeneidade dos grupos, já que muitas vezes são compostos por integrantes de diversos Estados”.

Apesar disso, em 2019 foram realizadas 118 prisões de suspeitos destes crimes contra instituições financeiras, sendo enviados 50 inquéritos à Justiça. O número de prisões em 2018 foi um pouco maior: 121, com 29 inquéritos concluídos.

G1