Apesar da participação do mecânico Wanderson Ferreira de Almeida no sequestro do empresário Francisco Adelino Rech, conhecido como “Chico Paraná”, quem matou a vítima foi a sua ex-amante, Daiane Almeida, com golpes de punhal, conforme apontaram as investigações da Polícia Civil. Chico Paraná foi sequestrado no dia 18 de junho, deste ano, do interior de sua casa; mantido em cativeiro na residência de Wanderson, assassinado, e enterrado em uma chácara na zona rural de Riachão, local onde o corpo foi desenterrado no dia 17 deste mês, com a ajuda de uma retroescavadeira.

De acordo com o delegado regional de Balsas, Fagno Vieira, o caso somente foi esclarecido por que um suspeito de participação no crime, que respondia em liberdade, colaborou com as investigações. Daiane está presa, e Wanderson foragido.

“Assim que iniciamos as investigações, descobrimos que os documentos do carro do empresário, uma SW4 Toyota, tinham sido transferidos para o nome do compadre do Wanderson. Pedimos a prisão dos três. A Daiane permanece presa. E o compadre do Wanderson ficou preso por 30 dias, depois liberado. Ele foi interrogado várias vezes, até que concordou em colaborar com as investigações policiais”, disse o delegado, ao informar que o local onde o corpo foi enterrado, somente foi localizado porque o compadre do Wanderson deu a localização. O delegado informou que durante o tempo em que Chico Paraná foi mantido preso no cativeiro, o empresário foi obrigado a pedir dinheiro emprestado ao pai dele, no valor de R$ 90 mil. “Além disso, a família de Chico Paraná indica que provavelmente teria no cofre da residência da vítima ao em torno de R$ 200 mil, provenientes da venda de um veículo de luxo”, informou o delegado Fagno Vieira.

Jornal Pequeno